DENGUE - ATUALIDADES
 

 

          Estão sendo realizadas ações informativas para prevenção e controle do dengue na região metropolitana de Belo Horizonte, por meio de distribuição de folhetos e telemarketing ativo, esperando-se reduzir o índice de infestação predial por Aedes aegypti a menos de 1%, ou seja, menos de 1 domicílio positivo, em cada 100 investigados, para a presença de larvas do mosquito. Foi verificado um índice elevado de infestação em outubro de 2006, com 1,6% de focos positivos, atingindo 4,7% no último levantamento, realizado em janeiro deste ano. O objetivo dessas ações é estimular a população a atuar, junto aos agentes de saúde, na eliminação dos criadouros em suas residências, para que se reduza o índice de infestação a níveis mais seguros. 

           A região Centro-Oeste do país lidera o número de notificações esse ano, com 62,3% dos 67.840 casos registrados até o dia 24 de fevereiro, representando um aumento de 199,57% em relação ao mesmo período do último ano. A região Sudeste vem em segundo lugar, com uma queda de 46,75% no mesmo período, totalizando 9.968 casos. Minas Gerais notificou 2.499 casos da doença, com dois casos de febre hemorrágica do dengue, resultando em um óbito. De todos os 17 casos em Minas Gerais, cujas amostras foram positivas no isolamento viral, o sorotipo isolado foi o DEN-3. Em Minas Gerais, os municípios com maiores números de casos foram Teófilo Otoni e Águas Formosas, onde foram encontrados altos índices de infestação vetorial. Em Belo Horizonte, 403 casos foram notificados nesse mesmo período, dos quais 109 já foram descartados e 103 já confirmados como dengue clássico. Não foram diagnosticados casos de febre hemorrágica do dengue no município, até o momento. Os únicos estados que persistem sem transmissão autóctone de dengue são Santa Catarina e o Rio Grande do Sul. 

           Os profissionais de saúde devem manter-se atentos para a identificação de novos casos da doença, não esquecendo que todo caso suspeito deverá ser notificado, independentemente da realização de provas laboratoriais confirmatórias. A confirmação laboratorial poderá ser feita, na maior parte das vezes, somente com uma amostra de sangue. Orienta-se a realização da sorologia a partir do 6º dia de sintomas da doença, tanto nas primoinfecções quanto nas reinfecções, quando se pode fazer o diagnóstico da maior parte dos casos, dispensando a necessidade da coleta de uma segunda amostra, no período de convalescença.

          A testagem sorológica na suspeita de dengue clássico possui, primariamente, um propósito epidemiológico e nem todos os pacientes necessitarão do exame para a confirmação de seus casos. É importante que o médico sempre oriente o momento da coleta ao seu paciente, ao encaminhá-lo para a realização da sorologia, evitando-se a subnotificação de casos com potencial de serem laboratorialmente confirmados, devido à testagem precoce. Nos serviços privados de saúde, também é importante que o médico especifique ao laboratório quais os anticorpos serão testados, discriminando no pedido IgM e, quando indicado, também o IgG, evitando-se a perda da oportunidade de coleta no momento adequado.

Sugere-se a leitura dos seguintes textos oficiais sobre o assunto:

- Protocolo de dengue da PBH:

http://www.pbh.gov.br/smsa/bhdengue/protocolodengue.pdf

- Guia de vigilância epidemiológica do M.S.:

http://portal.saude.gov.br/portal/arquivos/pdf/Guia_Vig_Epid_novo2.pdf

- Boletim: Situação atual da dengue no Brasil – 05/03/07

http://portal.saude.gov.br/portal/arquivos/pdf/dengue05032007.pdf

- Dados da Dengue em BH - 2007 (SISVE/GEEPI/SMSA)

http://www.pbh.gov.br/smsa/bhdengue

 

Assessoria Científica

Março/2007