Com o objetivo de avaliar a associação entre diabetes mellitus e 39 defeitos congênitos, foi realizado um estudo multicêntrico, tipo caso-controle, utilizando dados do National Birth Defects Prevention Study que é um sistema de vigilância de defeitos congênitos dos Estados Unidos da América. Foram incluídas 13.030 mães de recém-nascidos com e 4895 sem anomalias congênitas.
As mães foram divididas em quatro categorias: com diagnóstico de diabetes mellitus pré-gestacional (DMPG) tipo 1 ou tipo 2; com diagnóstico de diabetes mellitus gestacional (DMG); sem diabetes e sem informação adequada sobre o diagnóstico de diabetes. Foi calculado ainda o índice de massa corporal (IMC): <18,5 Kg/m2; >18,5 e <25,0 Kg/m2; >25,0 e <30,0 Kg/m2 e >30,0 Kg/m2.
O DMPG apresentou associação significativa com defeitos cardíacos e não cardíacos (defeitos do tubo neural, anomalias de membros, fendas orofaciais, agenesia renal, agenesia ano-retal e anotia/microtia). Odds ratios para DMPG e todos os defeitos congênitos isolados e múltiplos foram 3,16 (95% CI, 2,20-4,99) e 8,62 (95% CI, 5,21-14,10) respectivamente. Odds ratios entre DMG e todos os defeitos isolados e múltiplos foram 1,42 (95% CI, 1,17-1,73) e 1,50 (95% CI, 1,13-2,00) respectivamente. Os defeitos não cardíacos associados ao DMG foram as fendas labial e palatina, além da atresia ano-retal. O achados foram mais significativas em gestações cujas mães tinham IMC >25Kg/m2.
Bibliografia
Correa A, Gilboa SM, Besser LM, Botto LD, Moore CA, Hobbs CA et cols. Diabetes mellitus and birth defects. Am J Obstet Gynecol. 2008, 199 (3): 237.e1-237.e9.
Assessoria Científica Setembro/2008.