Crianças com história familiar de dislipidemia ou de doença cardiovascular precoce deverão ser investigadas para elevação do colesterol em idade precoce (de 2 até 10 anos), de acordo com o que a Academia Americana de Pediatria publicou recentemente em sua revista científica Pediatrics.
A academia ainda diz que a criança deve ser submetida à dosagem do perfil lipídico de jejum se a história familiar é desconhecida ou a criança tem outros fatores de risco (sobrepeso, índice de massa corporal > percentil 85 e < percentil 95; obesidade, índice de massa corporal > percentil 95; pressão sanguínea > percentil 95; tabagismo ou diabetes).
O teste recomendado para a triagem é o perfil lipídico de jejum. Se os níveis estão dentro dos valores de referência na avaliação incial, a criança deverá ser novamente submetida a rastreio em 3 a 5 anos.
Mudanças na dieta e aumento da atividade física são recomendados na abordagem de pacientes pediátricos com risco aumentado para doença cardiovascular e com LDL elevado. Para pacientes com sobrepeso ou obesos e que têm triglicérides elevado ou baixas concentrações de HDL, o controle do peso é o primeiro tratamento, o que inclui aconselhamento nutricional e aumento de atividade física para melhorar o balanço energético.
Intervenções farmacológicas deverão ser consideradas em pacientes com pelo menos 8 anos de idade. O objetivo é a concentração de 160mg/dl para o colesterol LDL, mas em crianças de alto risco, com forte história familiar de doença cardiovascular, especialmente obesas, diabéticas, com síndrome metabólica e outras situações de alto risco, a concentração de LDL tão baixa quanto 130mg/dl ou mesmo 110mg/dl é justificada.
Bibliografia
Daniels SR, Greer FR and The Committe on Nutrition. Lipid Screening and Cardiovascular Health in Childhood. Pediatrics 2008;122;198-208.
Para acessar o artigo na íntegra clique no link abaixo:
http://pediatrics.aappublications.org/cgi/reprint/122/1/198
Assessoria Científica Agosto/08