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Estudo Longitudinal da Função Tireoidiana em Crianças com Hipertirotropinemia na Triagem do Hipotireoidismo Congênito

Leonardi D, Plizzotti N, Carta A et al. Longitudinal Study of Thyroid Function in Children with Mild hyperthyrotropinemia at Neonatal Screening for Congenital Hypothyroidism. J Clin Endocrinol Metab 2008;93(7):2679-2685.

O artigo italiano traz uma importante contribuição para o acompanhamento dos pacientes designados como falso-positivos na triagem do hipotireoidismo congênito. A maioria dos recém-nascidos (60-70%) suspeitos de hipotireoidismo congênito apresentam, alguns dias depois, níveis normais ou quase normais de TSH e T4 livre. Devido a essa hipertirotropinemia transitória, são designados como falso-positivos à triagem.

Foram avaliadas 44 crianças consideradas como falso-positivas à triagem para hipotireoidismo congênito (HC) com a idade de 2 a 3 anos e posteriormente no período pré-puberal. As crianças que apresentavam provas de função tireoidiana normal aos 2-3 anos de idade foram designadas como grupo 1 (n=16) e aquelas com TSH alterado como grupo 2 (n=28). Reavaliadas posteriormente no período pré-puberal (< 10 anos de idade), todas do grupo 1 mantiveram-se eutireoidianas (ainda que os valores médios de TSH e T3L fossem superiores ao do grupo controle). Já no grupo 2, ao final da avaliação, 14 (31,8%) crianças mantiveram níveis elevados de TSH. As crianças com quadro de hipotireoidismo subclínico aos 2 a 3 anos de idade apresentavam uma variedade de anormalidades (má-formação tireoidiana, anormalidades genéticas).

Esse estudo longitudinal prospectivo sugere que crianças consideradas como falso-positivas no rastreio para HC devem ser reavalidas aos 2-3 anos de idade e, em casos onde houver alteração da concentração de TSH, devem ser investigadas e consideradas para eventual tratamento.

 

                                                               Assessoria Cientifica Julho/08