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Estimativa da glicemia média a partir da hemoglobina glicada A1c

O ensaio da glicohemoglobina é amplamente aceito e usado como o principal exame para avaliar a glicemia crônica, pela sua bem estabelecida associação com o risco para complicações a longo prazo no diabetes. Seu resultado é expresso em percentual de hemoglobina que é glicada.


David M. Nathan et al. realizaram um estudo observacional multicêntrico internacional para definir uma relação matemática entre a glicohemoglobina e níveis médios de glicose (estimados através da monitorização contínua da glicose - CGMS e testes de glicemia capilar) e determinar se a A1c poderia ser expressa como glicose média na mesma unidade usada na auto-monitorização (mg/dL).


Este estudo é parte de uma iniciativa da ADA (Associação Americana de Diabetes) e EASD (Associação Européia para Estudo do Diabetes) para promover a Glicose Média estimada (eAG) como um novo parâmetro para avaliar o controle glicêmico a longo prazo nos pacientes diabéticos.


Foram avaliados 507 indivíduos, entre diabéticos tipo 1, tipo 2 e voluntários não diabéticos, de 18 a 70 anos, durante 12 semanas, com um total de aproximadamente 2.700 medidas de glicose neste período.


Os resultados deste estudo apoiam a forte relação entre os níveis de A1c e glicose média para diabetes tipo 1 e tipo 2. A relação entre o nível de A1c ao final de 3 meses de estudo e a glicose média calculada durante os três meses precedentes, expressa como regressão linear simples, foi AG mg/dL = 28,7 x A1c – 46,7 (AG mmol/L = 1,59 x A1c – 2,59). Esta equação não difere entre os grupos quanto à idade, sexo, tipo de diabetes, raça ou tabagismo.


Os autores, entretanto, salientam que as amostras não incluem crianças, grávidas, pacientes com disfunção renal ou com hemoglobinopatias. Também reforçam que somente pacientes diabéticos com glicemias relativamente estáveis (A1c mantendo dentro de 1% do valor basal) foram incluídos. Portanto, os atuais resultados somente são aplicados a essa população.

Assessoria Científica - Junho 2008

 

Fonte: Diabetes Care 2008 Aug; 31: 1-6